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08 abril 2013

A descrição de um aborto por uma ex-abortista e hoje pró-vida






Em seu livro "não planejadas", Abby Johnson descreve a crise que ocorreu em sua própria vida e como ela encontrou ajuda nas pessoas que ela mesma, durante anos, tinha considerada como seus inimigos. Abby, que teve dois abortos na faculdade, narra como ela se juntou a Planned Parenthood (a maior rede de aborto nos USA) na crença equivocada de que ao fazer isso ela conseguiria evitar gravidezes indesejadas, reduzindo assim o número de abortos. Depois de ter trabalhado há vários anos em posição administrativa, agendamento de visitas de pacientes e aconselhamento de mulheres, ela tornou-se diretora de uma clínica da Planned Parenthood.

Ela descreve o horror esmagador do aborto de um feto de 13 semanas, que ela experimentou quando  participou no processo de aborto pela primeira vez como técnica de ultra-som. Ultra-som para informar sobre os abortos eram raros em sua clínica porque levavam 15 minutos, em oposição aos 10 minutos atribuídos a cada aborto cirúrgico a fim de completar a quota clínica de 35 abortos por dia. 

Aqui está o que ela diz:

"Eu estava esperando ver o que eu tinha visto em ultrasons anteriores (diagnóstico)... Normalmente ...eu via primeiro uma perna, ou a cabeça, ou alguma imagem parcial do tronco ... mas desta vez a imagem estava completa. Eu podia ver o todo, a imagem perfeito, do bebê. "Como a Graça com 12 semanas", pensei surpresa, recordando a minha primeira espiada na minha filha, três anos antes aconchegada com segurança dentro do meu útero, só que mais claro, mais nítido. O detalhe me assustou. Eu podia ver claramente o perfil da cabeça, os braços, pernas, e até mesmo os pequenos dedos das mãos e pés, perfeito.

Com meus olhos, ainda colados à imagem do bebê perfeitamente formado, eu assisti como uma outra imagem entrou na tela de vídeo. A cânula, um instrumento em forma de canudo ligado à extremidade do tubo de sucção - tinha acabado de ser introduzido no útero e aproximava-se do lado do bebê. Parecia um invasor na tela, fora de lugar. Errado. Parecia errado.

Meu coração acelerou. Tempo parou. Eu não queria olhar, mas eu não queria parar de olhar também. Eu não poderia não assistir. Fiquei horrorizada, como aquela pessoa que dirige devagar quando está passando perto de destroços de um terrível acidente de automóvel - não querendo ver um corpo mutilado, mas olhando tudo ao mesmo tempo.

Meus olhos se arrastam para a face da paciente: lágrimas escorriam dos cantos de seus olhos. Eu podia ver que ela estava com dor. A enfermeira limpou o rosto da mulher com um tecido. "Respire", a enfermeira gentilmente disse à ela. "Respire".

"Está quase acabando", eu sussurrei. Eu queria ficar concentrada nela, mas meus olhos voltaram para a imagem na tela.

No início, o bebê não parecia consciente da cânula, que suavemente sondava ao lado do bebê, e por um rápido segundo, eu senti alívio. É claro, eu pensei, o feto não sente dor ... como tinha sido ensinado à mim, pela Planned Parenthood. O tecido fetal não sente nada, uma vez que é removido ... O próximo movimento foi o empurrão repentino de um pé minúsculo quando o bebê começou a chutar como se estivesse tentando se afastar da sondagem do invasor. Com a cânula pressionando, o bebê começou a lutar, virando-se e torcendo-se a distância. Parecia claro para mim que o feto podia sentir a cânula e não gostava da sensação. 

E então a voz do médico rompeu assustando-me.
"Beam me up, Scotty"*, disse ele despreocupadamente para a enfermeira. Ele estava dizendo para ela ligar a aspiração ...

Eu tive uma súbita vontade de gritar: "Pare!" De sacudir a mulher e dizer: "Olhe o que esta acontecendo com seu bebê! Acorde! Depressa! Pare-os!
"... Olhei para a minha própria mão segurando a sonda. Eu era um "deles" realizando esse ato ... A cânula já estava sendo girada pelo médico, e agora eu podia ver o corpo minúsculo violentamente torcendo-se com a cânula. Por um breve momento parecia que o bebê estava sendo torcido como um pano de prato, girando e apertando. E então o pequeno corpo amassado, começa a desaparecer dentro da cânula diante dos meus olhos. A última coisa que vi foi a minúscula espinha dorsal, perfeitamente formada sugada para dentro do tubo, e depois tudo se foi. E o útero estava vazio. Totalmente vazio. "(13)

Embora ela tentou continuar trabalhando - pelo menos nos dias em que abortos cirúrgicos não fossem agendados - alguns dias depois, ela percebeu que os abortos médicos estavam sendo prescritos na clínica em uma base regular. A realidade das terríveis conseqüências de seu trabalho naquele lugar ao longo dos últimos oito anos desabou em sua cabeça. Ela sentiu-se forçada à correr pela porta detrás. Ela buscou refúgio na sede da coalizão pró-vida do outro lado do muro, em frente à clínica Planned Parenthood, - grupo cujos voluntários têm rezado silenciosamente e gentilmente oferecido aconselhamento para as mulheres que procuram abortos por todos esses anos - um grupo considerado pela Planned Parenthood como  inimigos. Ela foi recebida carinhosamente por eles, consolada, e rezaram por ela. Eles até mesmo ajudaram-a encontrar um novo emprego em um consultório de um médico, que já havia sido um abortista e teve uma conversão semelhante à dela.

Em seu livro Abby nos pede para não demonizar aqueles que defendem e realizar abortos, mas sim para rezar por eles, para tentar integrá-los, e estar lá para eles quando a sua negação é quebrada pois eles precisam desesperadamente de auxílio, cuidados e apoio.

Provedores de aborto também são feridos por sua terrível tarefa. Muitos médicos, enfermeiros, assistentes sociais e pessoal de apoio que trabalham em instalações que realizam abortos têm uma história de aborto em suas próprias vidas. Suas próprias questões mal resolvidas de dor e culpa são mantidas temporariamente à distância por mecanismos de defesa de negação, formação reativa, e identificação com o agressor. Quando essas defesas quebram, e na realização de seus traumas e os traumas que eles causaram aos outros podem oprimí-los, eles precisarão de compaixão e cuidados para si.


Nota minha:
Abby Johnson hoje, além de ser uma das maiores ativistas do movimento pró-vida, possui um grupo de apoio para os funcionários de clínicas de aborto. Estes funcionários possuem muita dificuldade em encontrar emprego quando há Planned Parenthood em seus currículos, portanto sua fundação veio cobrir uma lacuna do movimento pró-vida nos EUA, ela oferece suporte espiritual, mental e também financeiro aos ex-funcionários desta aberração chamada Planned Parenthood - (Paternidade Planejado seria a tradução).

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30 junho 2012

Dietrich von Hildebrand - Filósofo católico e Christopher West - Entusiasta moderno: duas abordagens bem diferentes sobre amor,casamento e sexo.



Artigo escrito por Alice Hildebrand

Parte 4: O trabalho de Christopher West e a relação com o de Dietrich Von Hildebrand

Desde o Concílio Vaticano II, a Igreja têm passado por uma grave e múltiplas crises: crises de fé, crise de autoridade, crise intelectual (a confusão é generalizada) e crise moral. Nós devemos agradecer por qualquer "soldado" que entra na arena e oferece seus serviços ao Rei. Nós devemos ser gratos por qualquer testemunho oral ou escrito que ajude as pessoas à encontrarem o  caminho de volta ao rebanho. Como escreve São Paulo, temos diferentes dons, diferentes talentos e devemos usá-los para a glória de Deus (Romanos 12:6-8).

1. "Revolução" Desenvolvimento ou doutrina?
No entanto, nenhum "soldado" a serviço da Igreja é chamado para ser um "revolucionário". Como mencionado anteriormente, Dietrich Von Hildebrand estava consciente de que tinha lançado luz sobre uma verdade muito importante que tinha sido muitas vezes obscurecida, mas não na doutrina católica, e sim na prática católica. Ele iria chamar - referindo-se ao respeitado Cardeal Newman - um possível desenvolvimento de doutrina, mas nunca "revolução". Não há revolução na Igreja Católica. A revelação divina terminou com a morte dos Apóstolos. A missão da Igreja é espalhar a mensagem divina, e clarificar e reclarificar ao longo dos anos.

Christopher West gosta de citar a afirmação provocativa de George Weigel que a Teologia do corpo de João Paulo II, é uma "bomba relógio teológica." Mas o que isso significa? Isso significa que "os cristãos devem completar o que a revolução sexual começou", como West disse à Nightline*? Mesmo Weigel escreveu no prefácio de um dos livros de Christopher West: "Uma cultura saturada de sexo imagina que a revolução sexual é  libertadora. O oposto é a verdade. "(Teologia do Corpo Explicada, 2003, p. XVI).

Palavras como "revolução" e expressões bombásticas semelhantes são atraentes mas irresponsáveis. Palavras e frases infladas são como uma massagem psicológica usadas ao longo dos séculos por pessoas que conhecem o poder das palavras. A maioria das pessoas vivem em um tal estado espiritual e intelectual de sonolência que tais expressões podem ser úteis para sacudi-los dessa letargia. Mas são enganadoras. Como foi dito, não há revolução na Igreja: o único grande tsunami foi a Encarnação.

2. A calamidade do Discipulado
O objetivo deste trabalho é comparar a abordagem de  Dietrich Von Hildebrand para a "esfera íntima", com a de Christopher West. Deixe-me ser clara e afirmar que West - pelo menos no meu conhecimento - nunca alegou explicitamente ser um discípulo de Dietrich Von Hildebrand, no entanto, sei de seu testemunho pessoal que West tem um profundo apreço pelo trabalho do meu marido, e eu sei que ele o tem elogiado publicamente. A questão é se West pode, pois, em qualquer sentido real, pelo menos por implicação, ser considerado discípulo do meu marido. Por muitas razões descritas neste artigo, eu não acredito que ele possa.

Vamos deixar de lado o fato incontestável de que Christopher West tem um grande talento oratório, e o faz muito bem. Tenho certeza de que ele quer trabalhar para a glória de Deus.

Deus pode usar qualquer "ferramenta" que O agrade para trazer almas de volta para Ele. O ponto que eu gostaria de enfatizar é que a abordagem de Dietrich von Hildebrand é muito diferente da abordagem de Christopher West, e que, portanto, seria enganoso chamar West de discípulo do meu marido. Ser um discípulo não é uma tarefa fácil: um conhecimento superficial da história da filosofia nos ensina que inúmeros pensadores consideravam-se discípulos de Aristóteles, mas se "o mestre daqueles que sabem" (para citar Dante) daria o prêmio para algum deles (ou seja, se Averróis, Avicena, São Tomás de Aquino ou Siger de Brabant merecem esta honra) é algo que devemos saber no outro mundo, quando a questão terá perdido todo o interesse.

Kant repudiou Fichte que dizia ser seu discípulo. Este último, por sua vez se recusou a reconhecer Schelling como um intérprete válido de sua mensagem. Kierkegaard escreveu "ter um discípulo é o pior das calamidades". Acontece que as pessoas chamam a si mesmos (ou agem como fossem) "discípulos" de um grande pensador, quando na verdade eles podem, em algumas questões, desviar seriamente as concepções do mentor. Se Christopher West, ainda que bem-intencionado, é um verdadeiro discípulo de João Paulo II é no mínimo questionável - como são muitos aspectos das apresentações de West. A pergunta que deve ser feita:
Por que a apresentação de João Paulo II sobre a Teologia do Corpo nunca foi seriamente desafiada, enquanto a interpretação de Christopher West desencadeou grande controvérsia? Será que West tem deturpado os aspectos fundamentais, e pior, empregou sua própria linguagem ofensiva e  idéias de "cultura pop" vulgarizando-a?
Noli Me Tangere

Aqui, eu gostaria de refletir sobre um incidente na vida da Pequena Flor, Santa Teresinha do Menino Jesus - de Lisieux. Quando um estudante segurou-a quando ela estava saindo do trem, ela respondeu apropriadamente como uma moça deveria. Ela recomendou-se à Santíssima Virgem, e olhou para ele tão severamente que ele imediatamente soltou-a (depoimento de sua irmã Genevieve). Será que West ridicularizaria esta grande santa por ser "puritana"? Se ele fizesse, ele estaria errando, pois a resposta de St. Teresinha foi completamente católica, e a única correta: ela respondeu com - Noli me tangere- [Não me toque].
Esta atitude não tem nada a ver com um medo doentio do corpo, ou de um contato corporal, mas uma modéstia muito saudável e um auto-respeito.
Este "Noli me tangere" é uma expressão-chave sobre o mistério sobrenatural. É por isso que, Dietrich von Hildebrand, que teve uma priviligiada experiência cultural e artística, e foi familiarizado com pinturas sagradas desde a mais tenra juventude, nunca teria feito comentários sobre o tamanho do seio da Santíssima Virgem, como West tem repetido com louvar uma exortação para os católicos a "redescobrirem" os "seios abundantes" de Maria (revista Crisis, Março, 2002). Para a mente de Dietrich, isto seria um ato de irreverência. Seus seios eram sagrados e a resposta ao sagrado é admiração e não uma abordagem crítica ao tamanho do "bem-aventurados os seios que te sugaram". A arte religiosa verdadeira sempre entendeu isso.

Abençoado com um conhecimento artístico excepcional, Dietrich foi, desde a mais tenra juventude, treinado para apreciar obras de arte de acordo com sua perfeição artística. Um dos requisitos da arte sacra é que o artista consiga criar, através de meios visíveis, uma atmosfera de santidade. Quando Maria é representada, o elemento crucial é que a imagem inspire no espectador um sentimento de reverência. É totalmente irrelevante se ela é pintada com "seios abundantes", caso contrário, a maioria dos outros ícones teriam que ser descartados. Basta que o crente seja inspirado pela obra de arte, o fiél nunca deve ser excitado por ela.



2. Diferenças entre Christopher West e Dietrich Von Hildebrand
Como mulher de Dietrich von Hildebrand, posso afirmar o seguinte, em uma síntese, sobre as diferenças entre meu marido e Christopher West:

1. Meu marido não iria referir-se sobre a Teologia do Corpo como uma "revolução": Dietrich sabia que as revoluções visam destruir o passado e começar um novo. Um autêntico desenvolvimento da doutrina, no entanto, é algo completamente diferente: retira do sagrado depósito da nossa fé, e ajuda a florescer-se como uma flor, mas não inventa, ou contradiz. Quando a Teologia do Corpo é apresentado como uma revolução radical, e distorcida em algo que João Paulo II nunca teve a intenção, os católicos devem parar imediatamente, recuar, e perguntar-se: "Do que eu estou sendo alimentado" Ninguém pode ser muito cauteloso quando o assunto é proteger a alma.
Mas, na medida que a Teologia do Corpo pode ser "um desenvolvimento da doutrina", Dietrich teria acolhido - e fornecido tal afirmação permanecendo fiel à intenção original de João Paulo II, e teria feito de uma forma reverente e ortodoxa. A cada época a Igreja lança uma luz particular sobre algum aspecto da mensagem divina, e a Teologia do Corpo, devidamente interpretada, e consistente com o ensinamento histórico católico, pode ser vista como um exemplo disso. Mas Dietrich nunca teria considerado como uma "inovação" radical.
2. Em contraste com a língua solta usada por Christopher West, Dietrich von Hildebrand escolhia cuidadosamente as palavras que usava ao se referir aos mistérios da nossa fé, ou coisas que são íntimas e sagradas. Palavras como "porcaria" e "crapola"** iriam abalar sua audição espiritual. Ele sabia, como Kierkegaard, que "vulgaridade é sempre popular", mas mesmo assim nunca recorreu a isso, pois, como São Francisco de Sales escreveu: ". Nossas palavras são fiéis indicadores do estado de nossas almas" (Introdução ao à Vida Devota, Parte III, Capítulo 26).

Ao referir-se à mistérios (como a Anunciação, a Natividade, a Eucaristia) Dietrich escolhia  palavras que convidassem seus ouvintes a uma tremenda reverência e adoração. Em contraste, as observações mencionadas por Christopher West - ainda que bem intencionada - sobre a "membrana sangrando" que a Santíssima Virgem teria ejetado após o nascimento de Cristo tocaria Dietrich quase como uma blasfêmia. Se hoje estivesse conosco, Dietrich teria certamente citado o aviso do Santo Ofício à West: "Obras teológicas estão sendo publicadas onde a delicada questão da virgindade de Maria 'em partu' é tratada com uma crueza deplorável de expressão e, o que é mais grave, em flagrante contradição com a tradição doutrinal da Igreja e com o senso de respeito que os fiéis possuem ". (Do Santo Ofício monitum, Julho, 1960, reimpresso em um breve tratado sobre a Virgem Maria por René Laurentin, AMI Press, 1991 , pp 318-329)
Para encerrar, deixe-me repetir que não quero tirar nada de bom que Christopher West, tem conseguido, apenas adverti-lo, e conjuntamente os seus seguidores sobre os erros de que eu acredito ele tenha cometido, e que o meu marido, a quem o Papa Pio XII chamou de "Doutor da Igreja do século XX", estou certa, teria sido o primeiro a apontar. Com seus muitos talentos, Christopher West tem muito a oferecer à Igreja, mas eu acredito que ele só vai cumprir o seu potêncial se ele apresentar a Teologia do Corpo de acordo com as tradições da nossa Igreja - com reverência, com humildade e libertando-se do teimoso "entusiasmo" do nosso tempo.

Post Scriptum: No início deste ano, e após este trabalho ter sido iniciado, Christopher West anunciou que iria tirar seis meses de licença de seu trabalho. É minha sincera esperança e oração que ele use esse tempo precioso, para "renovação pessoal e profissional", e considere as muitas preocupações que foram levantadas sobre o seu trabalho - e, assim, "renovar" a sua abordagem também.

Proponho esta reflexão sobre a filosofia de Dietrich Von Hildebrand na esperança de redirecionar o pensamento de Christopher West. Eu ainda lembro ao leitor que o site de West continua a oferecer cursos, incluindo cursos para jovens em locais públicos. Meu marido escreveu extensivamente sobre educação sexual nas escolas, sustentado firmemente pela grande encíclica - Educação cristã para a Juventude, do Papa Pio XI, 1929. Lá, Sua Santidade condena aulas de educação sexual. O livreto de Dietrich von Hildebrand - Educação Sexual: questões básicas -, pode ser lido e comprado no Véu da Inocência website, www.veilofinnocence.org.

Agradecimentos: Este artigo (no qual qualquer erro, imprecisões e imperfeições eu carrego total responsabilidade) é de fato um trabalho de colaboração com vários pensadores que admiro e respeito. Deixe-me mencionar, entre outros, o padre Brian Mullady, OP; Fr. Angelo Maria Geiger, F.I., Fr. Anthony e James Likoudis Mastroeni. Eles lêram o manuscrito. Seus comentários e críticas foram muito apreciados e úteis.

Dawn Eden também merece menção notável: seu profundo entendimento da obra de Christopher West têm sido fundamental para mim. Através do conhecimento dela, eu me familiarizei de vários textos de West que não tinha lido. Devo-lhê um agradecimento especial.

Por último, mas não menos importante, este artigo foi realmente feito em colaboração com meu amigo, William Doino. Seu conhecimento de história, sua inteligência, e uma paciência infinita com as mudanças que eu introduzia, foi de tal valor para mim, que eu não hesito em dizer que sem ele, nunca este manuscrito teria sido publicado. Obrigado a todos esses queridos amigos. Por ser tudo:
 Ad majorem Dei gloriam.

Alice von Hildebrand. (Julho de 2010)

Original AQUI


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*nightline - programa de TV americano.
**crapola - não tenho tradução para isso.

Este artigo tem 30 páginas e é muito rico. Não tenho encontrado tempo para traduzi-lô inteiramente portanto resolvi colocar o final do artigo por ser praticamente um resumo do mesmo.

Acredito que esta parte esclarece e alerta muito bem sobre os problemas com a teologia do corpo apresentada por C. West e também serve para alertar e esclarecer aqueles que criticam a teologia do corpo ensinado pelo Beato JPII. Como Dr. Alice colocou há uma diferença entre o ensinamento do papa JPII que, segundo Dr. Alice não há nada de contradição com a tradição da Igreja católica, e a maneira com que Sr. West tem apresentado o TOC.

Dietrich von Hildebrand foi um filósofo e escritor religioso muito bem aclamado. Após sua conversão, Dietrich escreveu muito sobre a fé e moral católica. Seus livros e artigos ajudaram na conversão de muitos. Dietrich foi o primeiro filósofo à escrever sobre o mistério do casamento e sexualidade em um perspectiva católica e foi chamado pelo então Papa Pio XII como de "Doutor da Igreja do século XX".  Leia mais aqui
Dr Alice von Hildebrand é uma mulher como poucas - inteligente, educada, bem-humorada, caridosa e Católica - que bom seria se tivêssemos mais mulheres como ela. Defende a verdade e não si mesma.




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16 junho 2011

Confissão e Moral relacionada com a vida conjugal


(na ceremônia de casamento na Forma Extraordinária a aliança é colocada no polegar, no indicador e por último no anelar dizendo in nomine Patris, et Filii, et Spiritus Sancti respectivamente)

.....A família, definida pelo Concílio Ecumênico Vaticano II como o santuário doméstico da Igreja e que é a « primeira célula vital da sociedade », constitui um objeto privilegiado da atenção pastoral da Igreja. « Num momento histórico em que a família é alvo de numerosas forças que a procuram destruir ou de algum modo deformar, a Igreja, sabedora de que o bem da sociedade e de si mesma está profundamente ligado ao bem da família, sente de modo mais vivo e veemente a sua missão de proclamar a todos o desígnio de Deus sobre o matrimónio e sobre a família ».

Nestes últimos anos, a Igreja, através da palavra do Santo Padre e mediante uma vasta mobilização espiritual dos pastores e leigos, multiplicou a sua solicitude para ajudar todo o povo crente a encarar com gratidão e plenitude de fé os dons que Deus concede ao homem e à mulher unidos no sacramento do matrimônio, para que possam realizar um caminho autêntico de santidade e oferecer um verdadeiro testemunho evangélico nas situações concretas em que vivam.

Os sacramentos da Eucaristia e da Penitência têm uma função fundamental no caminho para a santidade conjugal e familiar. O primeiro reforça a união com Cristo, fonte de graça e de vida, e o segundo reconstrói, caso tenha sido destruída, ou engrandece e aperfeiçoa a comunhão conjugal e familiar, ameaçada e rompida pelo pecado.
Para ajudar os cônjuges a conhecer o percurso da sua santidade e realizar a sua missão, é fundamental a formação da sua consciência e a realização da vontade de Deus no âmbito específico da vida esponsal, e isto na sua vida de comunhão conjugal e de serviço à vida. A luz do Evangelho e a graça do sacramento representam o binómio indispensável para a elevação e a plenitude do amor conjugal que tem a sua fonte em Deus Criador. De fato, « o Senhor dignou-se sanar, aperfeiçoar e elevar este amor com um dom especial de graça e caridade ».

Em relação ao acolhimento destas exigências do amor autêntico e do plano de Deus na vida cotidiana, o momento em que os cônjuges pedem e recebem o sacramento da Reconciliação representa um evento salvífico da máxima importância, uma ocasião de aprofundamento iluminante da fé e uma ajuda precisa para realizar o plano de Deus na própria vida.

« O sacramento da Penitência ou Reconciliação aplana o caminho para cada um dos homens, mesmo quando sobrecarregados com graves culpas. Neste Sacramento, todos os homens podem experimentar de modo singular a misericórdia, isto é, aquele amor que é mais forte do que o pecado ».
Uma vez que a administração do sacramento de Reconciliação está confiada ao ministério dos sacerdotes, o presente documento é destinado, especificamente, aos confessores e tem o objectivo de oferecer algumas disposições práticas para a confissão e a absolvição dos fiéis em matéria de castidade conjugal. Mais concretamente, com este vademecum ad praxim confessariorum pretende-se também oferecer un ponto de referência para os penitentes casados a fim de que, da prática do sacramento de Reconciliação, possam tirar sempre grande proveito e viver a sua vocação à paternidade e maternidade responsável em harmonia com a lei divina ensinada autorizadamente pela Igreja. Servirá também para ajudar aqueles que se preparam para o matrimônio.

O problema da procriação responsável representa um ponto particularmente delicado no ensinamento da moral católica no âmbito conjugal, mas ainda mais, no âmbito da administração do sacramento de Reconciliação, no qual a doutrina se confronta com as situações concretas e com o caminho espiritual de cada um dos fiéis. De fato, é necessário voltar a ter presente pontos firmes que permitam afrontar de modo pastoralmente adequado as novas modalidades de contracepção e o agravar-se de todo este fenômeno. Com o presente documento não se pretende repetir todo o ensinamento da Encíclica Humanae Vitae, da Exortação Apostólica Familiaris Consortio e de outras intervenções do Magistério ordinário do Sumo Pontífice, mas somente oferecer sugestões e orientações para o bem espiritual dos fiéis que se abeiram do sacramento de Reconciliação e para superar as eventuais divergências e incertezas na praxe dos confessores.

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18 agosto 2010

O que são os filhos?

OS FILHOS SÃO UM BEM

Infelizmente, dedico boa parte do meu tempo a processos de anulação de casamentos. Um dos motivos mais freqüentes de nulidade é o de que o consentimento estava viciado pela exclusão de um dos três tradicionais bona (como se diz em latim) ou bens do casamento: o bonum fidei (fidelidade a um só cônjuge, a exclusividade da união matrimonial), o bonum sacramenti (a permanência do vínculo matrimonial, a indissolubilidade da união) ou o bonum prolis (a prole, a fecundidade da união).
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28 julho 2010

Christopher West vs Von Hildebrand em amor,casamento e sexo



"Eu comecei a trabalhar neste artigo em setembro do ano passado, a pedido de vários amigos que estavam seriamente preocupados com algumas das formulações de Christopher West e questionando se ele poderia realmente ser chamado de um discípulo de João Paulo II, cujas obras nunca despertaram respostas negativas dos católicos ", disse Alice Von Hildebrand à CNA.

Dra. Alice Von Hildebrand, uma notável filósofa, escreveu "O Homem e a Mulher: A Divina Invenção", que foi recentemente lançado pela Imprensa Sapientia e é uma continuação do seu trabalho anterior, "O privilégio de ser uma mulher." Ela também contribui com os trabalhos da Von Hildebrand Legacy Project, um grupo sem fins lucrativos dedicado à promoção e republicação dos escritos de seu falecido marido Dietrich Von Hildebrand.
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11 julho 2010

Conclusão - Sexualidade Humana


Assistência aos pais

145. Há diversos modos de ajudar e apoiar os pais no cumprimento do direito dever fundamental de educar os seus filhos para o amor. Tal assistência não significa nunca tirar dos pais ou diminuir o seu direito-dever formativo, porque ele permanece « original e primário », « insubstituível e inalienável ». Por isso o papel que outros possam desempenhar auxiliando os pais é sempre: a) subsidiário, porque o papel formativo da comunidade familiar é sempre preferível, e b) subordinado, isto é, sujeito à orientação atenta e ao controle dos pais. Todos devem observar a ordem justa de cooperação e de colaboração entre os pais e aqueles que podem ajudá-los na sua tarefa. É claro que a assistência dos outros deve ser dada principalmente aos pais em vez de ser dada aos seus filhos.
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10 julho 2010

Orientações Práticas - Sexualidade Humana

112. É portanto dever dos pais, no que se refere à educação das virtudes, serem promotores de uma autêntica educação dos seus filhos para o amor: à geração primária de uma vida humana no ato procriativo deve seguir-se, pela sua própria natureza, a geração secundária, que leva os pais a ajudar o filho no desenvolvimento da sua personalidade.

Por isso, retomando sinteticamente o que dissemos até aqui, e colocando-o num plano operativo, recomenda-se o que é dito nos parágrafos seguintes:

Recomendações aos pais e aos educadores
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09 julho 2010

Os Passos no Conhecimento

64. Aos pais compete particularmente a obrigação de dar a conhecer aos filhos os mistérios da vida humana, porque a família « é o melhor ambiente para cumprir a obrigação de garantir uma educação gradual da vida sexual. Ela é capaz de fazer aceitar sem traumas mesmo as realidades mais delicadas e integrá-las harmonicamente numa personalidade equilibrada e rica ».
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08 julho 2010

Itinerários Formativos no Seio da Família

48. O ambiente da família é, portanto, o lugar normal e ordinário da formação das crianças e dos jovens para a consolidação e o exercício das virtudes da caridade, da temperança, da fortaleza e, portanto, da castidade. Como igreja doméstica, a família é uma escola de enriquecimento humano. Isto vale particularmente para a educação moral e espiritual, sobretudo sobre um ponto tão delicado como a castidade: nela, com efeito, se entrelaçam aspectos físicos, psíquicos e espirituais, acenos de liberdade e influxo dos modelos sociais, pudor natural e tendências fortes ingénitas no corpo humano; fatores que, todos eles, se encontram juntos com a consciência, mesmo que seja implícita, da dignidade da pessoa humana, chamada a colaborar com Deus e ao mesmo tempo marcada pela fragilidade. Numa casa cristã os pais têm força para orientar os filhos para um verdadeiro amadurecimento cristão da sua personalidade, segundo a estatura de Cristo, no interior do seu Corpo místico que é a Igreja.
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07 julho 2010

Pai e Mãe como Educadores


37. Deus, concedendo aos cônjuges o privilégio e a grande responsabilidade de se tornarem pais, dá-lhes a graça para cumprirem adequadamente a sua missão. Além disso, os pais na tarefa de educar os filhos são iluminados por « duas verdades fundamentais: a primeira é que o homem é chamado a viver na verdade e no amor; a segunda é que cada homem se realiza através do dom sincero de si ». Como esposos, pais e ministros da graça sacramental do matrimônio, os pais são sustentados, dia após dia, com energias especiais de ordem espiritual, por Jesus Cristo, que ama e nutre a Igreja, Sua Esposa.
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06 julho 2010

Horizonte Vocacional


26. A família exerce um papel decisivo no desabrochar de todas as vocações e no seu desenvolvimento, como ensinou o Concílio Vaticano II: « Do matrimônio procede a família, onde nascem os novos cidadãos da sociedade humana, que pela graça do Espírito Santo se tornam filhos de Deus no batismo, para que o Povo de Deus se perpetue no decurso dos tempos. É necessário que nesta espécie de Igreja doméstica os pais sejam para os filhos pela palavra e pelo exemplo os primeiros mestres da fé. E favoreçam a vocação própria a cada qual, especialmente a vocação sagrada ». Antes, o sinal de uma pastoral familiar adequada é o próprio fato de florescerem as vocações: « Onde existe uma pastoral da família esclarecida e eficaz, como é natural que se acolha com alegria a vida, assim é mais fácil que ressoe nela a voz de Deus e essa voz seja mais generosamente escutada ».
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05 julho 2010

Amor verdadeiro e castidade

16. Tanto o amor virginal como o amor conjugal que são, como diremos mais adiante, as duas formas pelas quais se realiza a vocação da pessoa ao amor, requerem para o seu desenvolvimento o empenho em viver a castidade, para cada um conforme ao próprio estado. A sexualidade — como diz o Catecismo da Igreja Católica — « torna-se pessoal e verdadeiramente humana quando integrada na relação de pessoa a pessoa, no dom mútuo, por inteiro e temporalmente ilimitado, do homem e da mulher ». É óbvio que o crescimento no amor, enquanto implica o dom sincero de si, é ajudado pela disciplina dos sentimentos, das paixões e dos afetos que nos faz chegar ao autodomínio. Ninguém pode dar aquilo que não possui: se a pessoa não é senhora de si — por meio da virtude e, concretamente, da castidade — falta-lhe aquele autodomínio que a torna capaz de se dar. A castidade é a energia espiritual que liberta o amor do egoísmo e da agressividade. Na medida em que, no ser humano, a castidade enfraquece, nessa mesma medida o seu amor se torna progressivamente egoísta, isto é, a satisfação de um desejo de prazer e já não dom de si.
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04 julho 2010

Chamados ao verdadeiro amor


8. O ser humano, enquanto imagem de Deus, é criado para amar. Esta verdade foi-nos revelada plenamente no Novo Testamento, juntamente com o mistério da vida intratrinitária: « Deus é amor (1 Jo 4, 8) e vive em si mesmo um mistério de comunhão pessoal de amor. Criando-a à sua imagem..., Deus inscreve na humanidade do homem e da mulher a vocação, e, assim, a capacidade e a responsabilidade do amor e da comunhão. O amor é, portanto, a fundamental e originária vocação do ser humano ». Todo o sentido da própria liberdade, do autodomínio consequente, é assim orientado ao dom de si na comunhão e na amizade com Deus e com os outros.
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03 julho 2010

Sexualidade Humana: Verdade e Significado - Introdução

A situação e o problema

1. Entre as múltiplas dificuldades que os pais encontram hoje, mesmo levando em conta os diversos contextos culturais, está certamente a de poder oferecer aos filhos uma adequada preparação para a vida adulta, em particular no que se refere à educação para o verdadeiro significado da sexualidade. As razões desta dificuldade, que aliás não é de todo nova, são diversas.

No passado, mesmo quando da parte da família não se dava uma explícita educação sexual, todavia a cultura geral, marcada pelo respeito dos valores fundamentais, servia objetivamente para os proteger e conservar. A falta dos modelos tradicionais em grande parte da sociedade, tanto nos países desenvolvidos como naqueles em vias de desenvolvimento, deixou os filhos privados de indicações unívocas e positivas, enquanto os pais se acharam impreparados para dar as respostas adequadas. Este novo contexto é ainda agravado por um obscurecimento da verdade sobre o homem a que assistimos e em que age, entre outras coisas, uma pressão em direção à banalização do sexo. Há portanto uma cultura em que a sociedade e os meios de comunicação a maior parte das vezes oferecem a esse respeito uma informação despersonalizada, lúdica, muitas vezes pessimista e além disso sem consideração pelas diversas etapes de formação e de evolução das crianças e dos jovens, sob o influxo de um distorcido conceito individualista da liberdade e num contexto privado de valores fundamentais sobre a vida, sobre o amor humano e sobre a família.

Então a escola, que se tornou disponível a desenvolver programas de educação sexual,  muitas vezes substituindo-se à família e na maioria das vezes com intenções puramente informativas. Às vezes chega-se a uma verdadeira deformação das consciências. Os próprios pais, por causa da dificuldade e da falta de preparação, renunciaram em muitos casos à sua tarefa neste campo ou resolveram delegá-la  a outra pessoa.
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