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12 maio 2013

Livro - Os Três Pastorinhos de Fátima


Ótimo livro para ler na Festa de N.S. de Fátima.

Este livro está a disposição para imprimir no picasa de uma amiga e indico com pemissão. As imagens e texto são bem antigos, vale a pena adicionar à sua biblioteca!

Link: AQUI





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08 abril 2013

A descrição de um aborto por uma ex-abortista e hoje pró-vida






Em seu livro "não planejadas", Abby Johnson descreve a crise que ocorreu em sua própria vida e como ela encontrou ajuda nas pessoas que ela mesma, durante anos, tinha considerada como seus inimigos. Abby, que teve dois abortos na faculdade, narra como ela se juntou a Planned Parenthood (a maior rede de aborto nos USA) na crença equivocada de que ao fazer isso ela conseguiria evitar gravidezes indesejadas, reduzindo assim o número de abortos. Depois de ter trabalhado há vários anos em posição administrativa, agendamento de visitas de pacientes e aconselhamento de mulheres, ela tornou-se diretora de uma clínica da Planned Parenthood.

Ela descreve o horror esmagador do aborto de um feto de 13 semanas, que ela experimentou quando  participou no processo de aborto pela primeira vez como técnica de ultra-som. Ultra-som para informar sobre os abortos eram raros em sua clínica porque levavam 15 minutos, em oposição aos 10 minutos atribuídos a cada aborto cirúrgico a fim de completar a quota clínica de 35 abortos por dia. 

Aqui está o que ela diz:

"Eu estava esperando ver o que eu tinha visto em ultrasons anteriores (diagnóstico)... Normalmente ...eu via primeiro uma perna, ou a cabeça, ou alguma imagem parcial do tronco ... mas desta vez a imagem estava completa. Eu podia ver o todo, a imagem perfeito, do bebê. "Como a Graça com 12 semanas", pensei surpresa, recordando a minha primeira espiada na minha filha, três anos antes aconchegada com segurança dentro do meu útero, só que mais claro, mais nítido. O detalhe me assustou. Eu podia ver claramente o perfil da cabeça, os braços, pernas, e até mesmo os pequenos dedos das mãos e pés, perfeito.

Com meus olhos, ainda colados à imagem do bebê perfeitamente formado, eu assisti como uma outra imagem entrou na tela de vídeo. A cânula, um instrumento em forma de canudo ligado à extremidade do tubo de sucção - tinha acabado de ser introduzido no útero e aproximava-se do lado do bebê. Parecia um invasor na tela, fora de lugar. Errado. Parecia errado.

Meu coração acelerou. Tempo parou. Eu não queria olhar, mas eu não queria parar de olhar também. Eu não poderia não assistir. Fiquei horrorizada, como aquela pessoa que dirige devagar quando está passando perto de destroços de um terrível acidente de automóvel - não querendo ver um corpo mutilado, mas olhando tudo ao mesmo tempo.

Meus olhos se arrastam para a face da paciente: lágrimas escorriam dos cantos de seus olhos. Eu podia ver que ela estava com dor. A enfermeira limpou o rosto da mulher com um tecido. "Respire", a enfermeira gentilmente disse à ela. "Respire".

"Está quase acabando", eu sussurrei. Eu queria ficar concentrada nela, mas meus olhos voltaram para a imagem na tela.

No início, o bebê não parecia consciente da cânula, que suavemente sondava ao lado do bebê, e por um rápido segundo, eu senti alívio. É claro, eu pensei, o feto não sente dor ... como tinha sido ensinado à mim, pela Planned Parenthood. O tecido fetal não sente nada, uma vez que é removido ... O próximo movimento foi o empurrão repentino de um pé minúsculo quando o bebê começou a chutar como se estivesse tentando se afastar da sondagem do invasor. Com a cânula pressionando, o bebê começou a lutar, virando-se e torcendo-se a distância. Parecia claro para mim que o feto podia sentir a cânula e não gostava da sensação. 

E então a voz do médico rompeu assustando-me.
"Beam me up, Scotty"*, disse ele despreocupadamente para a enfermeira. Ele estava dizendo para ela ligar a aspiração ...

Eu tive uma súbita vontade de gritar: "Pare!" De sacudir a mulher e dizer: "Olhe o que esta acontecendo com seu bebê! Acorde! Depressa! Pare-os!
"... Olhei para a minha própria mão segurando a sonda. Eu era um "deles" realizando esse ato ... A cânula já estava sendo girada pelo médico, e agora eu podia ver o corpo minúsculo violentamente torcendo-se com a cânula. Por um breve momento parecia que o bebê estava sendo torcido como um pano de prato, girando e apertando. E então o pequeno corpo amassado, começa a desaparecer dentro da cânula diante dos meus olhos. A última coisa que vi foi a minúscula espinha dorsal, perfeitamente formada sugada para dentro do tubo, e depois tudo se foi. E o útero estava vazio. Totalmente vazio. "(13)

Embora ela tentou continuar trabalhando - pelo menos nos dias em que abortos cirúrgicos não fossem agendados - alguns dias depois, ela percebeu que os abortos médicos estavam sendo prescritos na clínica em uma base regular. A realidade das terríveis conseqüências de seu trabalho naquele lugar ao longo dos últimos oito anos desabou em sua cabeça. Ela sentiu-se forçada à correr pela porta detrás. Ela buscou refúgio na sede da coalizão pró-vida do outro lado do muro, em frente à clínica Planned Parenthood, - grupo cujos voluntários têm rezado silenciosamente e gentilmente oferecido aconselhamento para as mulheres que procuram abortos por todos esses anos - um grupo considerado pela Planned Parenthood como  inimigos. Ela foi recebida carinhosamente por eles, consolada, e rezaram por ela. Eles até mesmo ajudaram-a encontrar um novo emprego em um consultório de um médico, que já havia sido um abortista e teve uma conversão semelhante à dela.

Em seu livro Abby nos pede para não demonizar aqueles que defendem e realizar abortos, mas sim para rezar por eles, para tentar integrá-los, e estar lá para eles quando a sua negação é quebrada pois eles precisam desesperadamente de auxílio, cuidados e apoio.

Provedores de aborto também são feridos por sua terrível tarefa. Muitos médicos, enfermeiros, assistentes sociais e pessoal de apoio que trabalham em instalações que realizam abortos têm uma história de aborto em suas próprias vidas. Suas próprias questões mal resolvidas de dor e culpa são mantidas temporariamente à distância por mecanismos de defesa de negação, formação reativa, e identificação com o agressor. Quando essas defesas quebram, e na realização de seus traumas e os traumas que eles causaram aos outros podem oprimí-los, eles precisarão de compaixão e cuidados para si.


Nota minha:
Abby Johnson hoje, além de ser uma das maiores ativistas do movimento pró-vida, possui um grupo de apoio para os funcionários de clínicas de aborto. Estes funcionários possuem muita dificuldade em encontrar emprego quando há Planned Parenthood em seus currículos, portanto sua fundação veio cobrir uma lacuna do movimento pró-vida nos EUA, ela oferece suporte espiritual, mental e também financeiro aos ex-funcionários desta aberração chamada Planned Parenthood - (Paternidade Planejado seria a tradução).

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22 outubro 2012

Alfabeto Católico para imprimir, pintar e aprender!




Aprenda as letras do alfabeto, com espaço para traçar as letras, colorir, fazer arte e aprender sobre a religião católica!
 
Para cada letra do alfabeto, esta apostila oferece uma ilustração católica com nome iniciado por essa letra. A proposta é simples, com ênfase nas letras do alfabeto e um vocabulário católico. Os desenhos tradicionais são em páginas de colorir,  oferecendo assim, uma variedade de atividades. Você poderá usar lápis de cor, giz de cera, giz pastel seco  ou tinta não tóxica. Pode-se também realizar atividades de arte e estimulação sensorial, preenchendo as letras com diferente texturas - aquarela e sal, algodão, bolinhas de papel de seda ou lixa de parede.

Será interessante discutir o significado das palavras, utilizando a Bíblia, Catecismo da Igreja Católica e outros.

Essa é a série I, pretendo colocar a série II, com os artesanatos correspondentes à cada palavra e talvez um verso. (Aceito sugestões de versos!!)
 
Imprima somente o Abecedário ou todas as páginas incluindo capa e contra-capa, plastifique-as, encaderne e voilà! Um ótimo presente!

Para baixar clique AQUI









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14 outubro 2012

Festa de Santa Teresa de Jesus (Avila)

 
 
Santa Teresa é Doutora da Igreja por ter descrito no livro o Castelo Interior, em linguagem simples o percurso à Santidade. Uma coisa é básica - humildade na oração. Neste livro Teresa compara a alma com um formoso castelo onde existem várias moradas; e no centro deste castelo, na morada mais interior, está o Rei: Deus.
"Falo de considerar a nossa alma como um castelo todo de diamante ou de cristal muito claro onde há muitos aposentos, tal como no céu há muitas moradas. A bem da verdade, irmãs, não é outra coisa a alma do justo senão um paraíso onde Ele disse ter suas delícias... Consideremos portanto que este castelo tem, como eu disse, muitas moradas, umas no alto, outras embaixo, outras dos lados; e no centro, no meio de todas está a principal, onde se passam as coisas mais secretas entre Deus e a alma” (1M 1,1 e 3).
 
Para entrar no castelo e seguir ao centro do mesmo a santa é enfática:
“Voltando, pois, a nosso formoso e agradável castelo, temos de ver como entrar nele... já vistes alguns livros de oração aconselharem a alma a entrar em si mesma... a porta para entrar neste castelo é a oração e reflexão” (1M 1, 5-7)
 
Ela diz que quanto mais os habitantes do castelo se aproximam do centro mais eles recebem luz (entendimento). A parte de fora do castelo é cheio de escuridão, com sapos, víboras e outros bichos perniciosos.
 
Para a Teresa de Jesus, sem oração não há, não pode haver mesmo, progresso na virtude. E como um paralítico, que tem tolhidos os membros, toda a alma que não faz oração. Com orações sinceras e humildes a alma entra em comunhão com Deus desenvolvendo assim uma relação pessoal profunda com o Mestre. Ela diz que o regresso de uma alma que não reza é ir se afastando dos sacramentos e assim se afastar de Deus e perder a fé.
 
Minha frase preferida: "O progresso de uma alma não consiste em pensar muito mas sim amar muito"!  Isso porque rezar nada mais é do que conversar com Aquele que você sabe que te ama! 
 
A falta de conhecimento sobre a busca à Santidade, como explica Teresa, é o que mais complica o entendimento sobre modéstia, música, ambientes frequentados por católicos, submissão ao Papa, vocações etc.  
 
Os símbolos de nossa Santa Madre Teresa são a pomba e o livro, mas resolvi sugerir um castelo! Assim fica fácil de explicar o progresso de uma alma em busca da verdade - Jesus!

 
 
Este é o modelo que usarei para montar o meu castelo interior amanhã. O bolo é quadrado e as torres foram feitas com um rolo de chocolate coberto com o mesmo glacê do bolo e o topo das torres são casquinhas de sorvete. Ao redor do castelo colocarei guloseimas em forma de cobra, aranha, sapo e minhoca.  

Depois coloco a foto do meu castelo! Seria interessante fazer também para os santos que foram Reis ou Rainhas.

Como disse, uns dos símbolos de Santa Teresa de Jesus por ser Doutora da Igreja é o livro. Então, se preferir algo mas simples aqui estão mini-livros comestíveis!
 
Bible Snack Idea
 
 Pensei em fazer com goiabinhas da piraquê (ai que saudade!) e decorar com buttercream.
 
Leia mais sobre Madre Santa Teresa com descrição do caminho à santidade AQUI


Tenham uma ótima festa!




 
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07 julho 2012

Receita {testada e aprovada} do Bolo do Bispo



Esta é uma receita retirada do livro: Dia do meu nome - venha para a sobremesa. É uma sugestão para qualquer festa de Santo que tenha sido bispo. O livro não conta a história do bolo, só diz que vem da Irlanda e nome real é Bischofsbrot.

O livro sugere a mitra (chapéu do bispo) como símbolo para decoração. A mitra é sinal de autoridade episcopal. As ínfulas (duas faixas que procedem da mitra) simbolizam o antigo e o novo testamento. 


Este bolo é uma jóia! Prepare ingredientes para fazer dois bolos! Um foi pouco aqui:)


RECEITA DE BOLO DO BISPO

Ingredientes:
1 copo de manteiga; (usei margarina)
2 copos de açúcar;
2 copos de farinha de trigo;
1 colher de sopa de suco de limão;
1 colher de chá de extrato de baunilha;
5 ovos.

Aqueça o forno em temperatura média (180°C). Unte a forma com margarina e farinha de trigo e reserve.

Bata a manteiga com açúcar até o mesmo incorporar-se totalmente na manteiga. Adicione a farinha de trigo, limão e baunilha e mexa bem. Adicione um ovo de cada vez, batendo bem após cada vez que colocar um ovo. (a massa só ficará com cara de bolo após o quarto ovo ser adicionado)

Coloque a massa na forma e asse por 30 minutos, cubra com papel alumínio (frouxo*) e asse por mais 45 minutos. (preste atenção aqui, pois o meu bolo assou em 30 minutos após eu cobrir com o alumínio.

A receita sugere cobrir com açucar de confeiteiro após desenformar.* Use um garfo para colocar o papel alumínio.





Eu misturei creme de leite com leite condensado e servi com morangos. Delicioso!




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10 julho 2011

Dia do meu nome - venha para a sobremesa!

(Festa de todos os Santos em um grupo de educação em casa - homeschool)

Dia do meu nome - venha para a sobremesa é um livro de 1962 da Ordem Beneditina dirigido aos pais. O livro é um convite aos pais para comemorar o "dia do nome" da família, ou seja, comemorar a festa do dia do Santo cujo nome cada membro da família recebeu no batismo.

Eis a introdução do livro:
O livro contém nomes, festas e símbolos da nossa Mãe Santíssima, santos, orações da liturgia, e sobremesas adequadas para a celebração do ciclo da Igreja em nossa casa.

Na Igreja, o dia da morte do santo é um dia festivo, é o dia geralmente atribuído para a sua festa - seu aniversário no céu (no caso de casais que são beatificados juntos, a Igreja escolheu o dia do casamento como o dia de festa). Em alguns países e em ordens religiosas é costume observar o dia do santo em vez de aniversários.

No dia da festa do  nome de uma criança, "convidar para a sobremesa" é uma forma popular de entreternimento. É econômico, festivo, significativo, e permite a família ter um tempo junto - fazendo a uma fabulosa sobremesa sem quebrar o orçamento. Pode ser uma tarde curta - um momento de festa e oração para a criança na companhia de amigos e um momento de conversa agradável para os adultos acompanhá-los.

O dia do nome é um meio de fortalecer a fé de nossos filhos, de trazê-los mais perto da Comunhão dos Santos. O trabalho extra por parte dos pais será imensamente recompensado.

Em treze anos do jardim de infância até o ensino médio, as crianças passam 13 mil horas na escola (cinco horas por dia); 37.960 horas dormindo (oito horas por dia), e 62.920 horas acordados em casa ou em outro lugar. Um grande problema que os pais enfrentam é de criar um lar cristão, de como ensinar as lições da fé para além do catecismo e como neutralizar as influências seculares da televisão e rádio.

As Irmãs, Irmãos e professores das nossas escolas ensinam doutrina católica, é verdade, mas os pais devem ensinar "religião". E a maior parte do trabalho deve ser feito antes que a criança complete seis anos de idade. Nossos educadores católicos só podem construir sobre os alicerces de formação católica inculcados em casa. Uma das maneiras de criar uma atmosfera sobrenatural em casa e treinar os nossos filhos na fé é pela celebração da Festa do Santos.

O -dia  do nome- enriquece o pensamento de uma criança e cria sentimentos de reverência, segurança e amor pela tradição que vem da conexão com o passado; ajuda com que os membros da família se tornem mais próximos uns dos outros, de Deus e dos santos; é um meio de santificar a casa; cumprindo a ordem dos bispos dos Estados Unidos que afirmam: "os cristãos devem tornar suas casas santa".

O - dia do nome - pode ser celebrado como você preferir.  Só não pode faltar a oração ao santo e história curta sobre a vida do mesmo. (seria bom uma imagem também).

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Isto é a missão da nossa Igreja doméstica! Você já tem encontrado aqui no blog algumas idéias para sacralizar o nosso lar e agora disponibilizarei aos poucos as sugestões encontradas neste livro.
Lembremos que era uma tradição em famílias católicas dar nome aos nossos filhos em honra aos amigos no céu - os santos!  







 

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03 julho 2011

Aprendendo a orar com os Salmos




....O Saltério se apresenta como um “formulário”de orações, uma seleção de 150 salmos que a tradição bíblica oferece ao povo dos crentes para que se converta em sua (nossa) oração, nosso modo de dirigir-nos a Deus e de relacionar-nos com Ele. Neste livro, encontra expressão toda a experiência humana, com suas múltiplas facetas, e todo o leque dos sentimentos que acompanham a existência do homem. Nos Salmos, entrelaçam-se e se exprimem alegria e sofrimento, desejo de Deus e percepção da própria indignidade, felicidade e sentido de abandono, confiança em Deus e dolorosa solidão, plenitude de vida e medo de morrer. Toda a realidade do crente conflui nestas orações, que o povo de Israel primeiro e a Igreja depois assumiram como meditação privilegiada da relação com o único Deus e resposta adequada em sua revelação na história. Quanto à oração, os salmos são a manifestação do ânimo e da fé, nos quais se pode reconhecer e nos quais se comunica esta experiência de particular proximidade de Deus, à qual todos os homens estão chamados. E é toda a complexidade da existência humana que se concentra na complexidade das diversas formas literárias dos diferentes salmos: hinos, lamentações, súplicas individuais e coletivas, cantos de agradecimento, salmos penitenciais e outros gêneros que podem ser encontrados nestas composições poéticas.

Apesar desta multiplicidade expressiva, podem estar identificados dois grandes âmbitos que sintetizam a oração do Saltério: a súplica, conectada com o lamento, e o louvor, duas dimensões correlacionadas e quase inseparáveis. Porque a súplica está motivada pela certeza de que Deus responderá, e este gesto abre ao louvor e à ação de graças; e o louvor e o agradecimento surgem da experiência de uma salvação recebida, que supõe uma necessidade de ajuda que a súplica expressa. Na súplica, o salmista se lamenta e descreve sua situação de angústia, de perigo, de desolação ou, como nos salmos penitenciais, confessa a culpa, o pecado, pedindo para ser perdoado.

Ele expõe ao Senhor seu estado de necessidade, na certeza de ser escutado, e isso implica um reconhecimento de Deus como bom, desejoso do bem e “amante da vida” (cf. Sb 11, 26), preparado para ajudar, salvar, perdoar. Assim, por exemplo, reza o salmista no salmo 31: “Em ti, Senhor, me refugiei, jamais eu fique desiludido. (…) Livra-me do laço que me armaram, porque és minha força” (v. 2.5). Já no lamento, portanto, pode surgir algo do louvor, que se preanuncia na esperança da intervenção divina e se torna depois explícito quando a salvação divina se converte em realidade. De modo análogo, nos salmos de agradecimento e de louvor, recordando o dom recebido ou contemplando a grandeza da misericórdia de Deus, reconhece-se também a própria pequenez e a necessidade de ser salvos, o que é a base da súplica. Assim, confessa-se a Deus a própria condição de criatura inevitavelmente marcada pela morte, ainda que portadora de um desejo radical de vida. Por isso, o salmista exclama, no salmo 86: “Eu te darei graças, Senhor, meu Deus, de todo o coração, e darei glória a teu nome sempre, porque é grande para comigo o teu amor; do profundo dos infernos me tiraste” (v.12-13). De tal modo, na oração dos salmos, a súplica e o louvor se entrelaçam e se fundem em um único canto que celebra a graça eterna do Senhor que se inclina diante da nossa fragilidade. Exatamente para permitir ao povo dos crentes que se unam neste canto, o Livro dos Salmos foi dado a Israel e à Igreja. Os salmos, de fato, ensinam a rezar. Neles, a Palavra de Deus se converte em palavra de oração – e são as palavras do salmista inspirado –, que se torna também palavra do orante que reza os salmos. É esta a beleza e a particularidade deste livro bíblico: as orações contidas nele, ao contrário de outras orações que encontramos na Sagrada Escritura, não se inserem em uma trama narrativa que especifica o sentido e a função. Os salmos são oferecidos ao crente como texto de oração, que tem como único fim o de converter-se na oração de quem o sassume e com eles se dirige a Deus. Porque são Palavra de Deus, quem reza os salmos fala a Deus com as mesmas palavras que Deus nos deu; dirige-se a Ele com as palavras que Ele mesmo nos dá. Assim, rezando os salmos, aprendemos a rezar. Eles são uma escola de oração.

Algo análogo acontece quando a criança começa a falar: aprende a expressar suas próprias sensações, emoções, necessidades, com palavras que não lhe pertencem de modo inato, mas que aprende dos seus pais e dos que vivem com ela. O que a criança quer expressar é sua própria vivência, mas o meio expressivo é de outros; e ela, pouco a pouco, se apropria desse meio; as palavras recebidas dos seus pais se tornam suas palavras e, através das palavras, aprende também uma forma de pensar e de sentir, acede a um mundo inteiro de conceitos e cresce com eles, relaciona-se com a realidade, com os homens e com Deus. A língua dos seus pais finalmente se converte em sua língua; fala com palavras recebidas de outros que, nesse momento, se converteram em suas palavras. Assim acontece com a oração dos salmos. Eles nos são dados para que aprendamos a dirigir-nos a Deus, a comunicar-nos com Ele, a falar-lhe de nós com as suas palavras, a encontrar uma linguagem para o encontro com Deus. E, por meio dessas palavras, será possível também conhecer e acolher os critérios da sua atuação, aproximar-se do mistério dos seus pensamentos e dos seus caminhos (cf. Is 55,8-9) e, assim, crescer cada vez mais na fé e no amor. Como nossas palavras não são somente palavras, mas nos ensinam um mundo real e conceptual, assim também estas orações nos mostram o coração de Deus, razão pela qual não só podemos falar com Deus, senão que podemos aprender quem é Deus e, aprendendo a falar com Ele, aprendemos a ser homens, a ser nós mesmos.

Para este propósito, parece significativo o título que a tradução hebraica deu ao Saltério. Este é Tehillîm, um termo que quer dizer “louvor”; dessa raiz verbal vem a expressão “Halleluyah”, ou seja, literalmente “Louvai o Senhor”. Este livro de orações, portanto, ainda que seja multiforme e complexo, com seus diversos gêneros literários e com suas articulações entre louvor e súplica, é um livro de louvor, que nos ensina a agradecer, a celebrar a grandeza do dom de Deus, a reconhecer a beleza das suas obras e a glorificar seu Nome Santo. É esta a resposta mais adequada diante da manifestação do Senhor e da experiência da sua bondade. Ensinando-nos a rezar, os salmos nos ensinam que, também na desolação, na dor, a presença de Deus permanece, é fonte de maravilha e de consolo; podemos chorar, suplicar, interceder, lamentar-nos, mas com a consciência de que estamos caminhando rumo à luz, onde o louvor poderá ser definitivo. Como nos ensina o salmo 36: “Em ti está a fonte da vida e à tua luz vemos a luz” (Sl 36,10). Mas, além deste título geral do livro, a tradição hebraica colocou em muitos salmos títulos específicos, atribuindo-os, em sua maioria, ao rei Davi. Figura de notável espessor humano e teológico, Davi é um personagem complexo, que atravessou as mais diversas experiências fundamentais da vida. Jovem pastor do rebanho paterno, passando por alternadas e às vezes dramáticas experiências, ele se converte em rei de Israel, pastor do povo de Deus. Homem de paz, combateu muitas guerras; incansável e tenaz buscador de Deus, traiu o amor e isso é uma característica sua: sempre foi um buscador de Deus, ainda que tenha pecado gravemente muitas vezes; humilde e penitente, acolheu o perdão divino, também o castigo divino, e aceitou um destino marcado pela dor. Davi foi um rei – com todas as suas fraquezas – “segundo o coração de Deus” (cf. 1 Sam 13,14), ou seja, um orante apaixonado, um homem que sabia o que quer dizer suplicar e louvar. A relação dos salmos com este insigne rei de Israel é, portanto, importante, porque ele é uma figura messiânica, ungido pelo Senhor, alguém que, de alguma forma, antecipou o mistério de Cristo.

Igualmente importantes e significativos são a forma e a frequência com que as palavras dos salmos são retomadas no Novo Testamento, assumindo e destacando o valor profético sugerido pela relação do Saltério com a figura messiânica de Davi. No Senhor Jesus, que em sua vida terrena rezou com os salmos, eles encontram seu definitivo cumprimento e revelam seu sentido mais profundo e pleno. As orações do Saltério, com as quais se fala a Deus, nos falam d'Ele, nos falam do Filho, imagem do Deus invisível (Col 1,15), que nos revela completamente o rosto do Pai. O cristão, portanto, rezando os salmos, reza ao Pai em Cristo, assumindo estes cantos em uma perspectiva nova, que tem no mistério pascal sua última chave interpretativa. O horizonte do orante se abre, assim, a realidades inesperadas, todo salmo tem uma luz nova em Cristo e o Saltério pode brilhar em toda a sua infinita riqueza.

Irmãos e irmãs queridíssimos, tenhamos este livro santo nas mãos; deixemo-nos ensinar por Deus para dirigir-nos a Ele; façamos do Saltério um guia que nos ajude e nos acompanhe cotidianamente no caminho da oração. E peçamos, também nós, como discípulos de Jesus: “Senhor, ensina-nos a orar” (Lc 11,1), abrindo o coração e acolhendo a oração do Mestre, em quem todas as orações chegam à sua plenitude. Assim, sendo filhos no Filho, poderemos falar a Deus chamando-o de “Pai nosso”.



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10 maio 2011

A virtude de Maria - Obediência


1. A Santíssima Virgem amava a obediência
Quando da embaixada de S. Gabriel não quis tomar outro nome senão o de escrava. “Eis aqui a escrava do Senhor”. Com efeito, testemunha S. Tomás de Vilanova, essa fiel escrava do Senhor nunca o contrariou, nem por ações, nem por pensamentos. Obedeceu sempre e em tudo à divina vontade, completamente despida de toda vontade própria. Ela mesma declarou que Deus se tinha agradado de sua obediência. “Ele olhou a baixeza de sua serva”. A humildade própria de uma serva é ser sempre pronta a obedecer. Por sua obediência, reparou Maria o dano causado pela desobediência de Eva, afirma S. Irineu. “Como a desobediência de Eva causou a morte ao gênero humano, assim pela obediência foi a Virgem, para si e para a humanidade, a causa da salvação”.

2. A obediência de Maria foi muito mais perfeita que a de todos os santos
É óbvia a razão disso. Pois todos os homens sendo inclinados ao mal por causa do pecado original, sentem dificuldades na prática do bem. Mas tal não se deu com a Santíssima Virgem. Isenta da culpa original, nada tinha que a impedisse de obedecer a Deus, escreve S. Bernardino de Sena. Como uma roda segue facilmente o impulso que lhe é dado, movia-se também a Virgem a cada impulso, com prontidão. Viveu observando e executando fielmente o divino beneplácito, continua o mesmo Santo. Bem lhe ficam as palavras dos Cânticos: A minha alma se derreteu, assim que meu amado falou (5, 6). Na opinião de Ricardo, a alma da Virgem se liquefazia, semelhante a um metal derretido, estando disposta a tomar todas as formas que Deus lhe quisesse dar.

3. Maria mostra, com efeito, quanto era pronta na obediência
Para agradar a Deus, quis obedecer ao imperador romano*, fazendo uma longa viagem de 30 milhas a Belém. Fê-la nos rigores do inverno, quando esperava dar à luz o seu filhinho. Sobre isso era tão falta de recursos, que se viu reduzida a ver nascer-lhe o filho numa estrebaria. Mostrou-se igualmente pronta ao receber o aviso de S. José, pondo-se imediatamente a caminho, na mesma noite, para a viagem ainda mais longa e penosa do Egito. Aqui pergunta Silveira por que razão a necessidade de fugir para o Egito foi revelada a S. José, e não à bem-aventurada Virgem, a quem a viagem devia custar ainda mais. Responde então: Foi para que ela desse modo pudesse exercer a obediência. Porém Maria demonstrou sobretudo sua heróica obediência à divina vontade, quando ofereceu o Filho à morte. Na grandeza de sua constância, dizem o Vulgato Ildefonso e S. Antonino, estaria disposta a crucificá-lo, se houvessem faltado os algozes.

4. À exclamação da mulher que o interrompia com as palavras: “Bem-aventurado o ventre que te trouxe e os peitos que te amamentaram”, respondeu o Salvador: Antes, bem-aventurados aqueles que ouvem a palavra de Deus e a põem em obra (Lc 11, 27-28)
S. Beda, o Venerável, assim comenta a passagem: Maria era mais bem-aventurada por sua obediência a Deus, do que por motivo de sua dignidade como Mãe do Senhor. Razão é essa pela qual muito lhe agradam por isso as almas amantes da obediência. Apareceu ela um dia a um religioso franciscano, chamado Acúrcio. Mas eis que da cela o chamam para confessar um enfermo. Deixou-a, portanto, o religioso, mas de volta a encontrou ainda. A Virgem o estava esperando e muito lhe louvou a obediência. Pelo contrário, repreendeu outro religioso que, ouvindo o sino chamar para o refeitório, se demorou a concluir certas devoções.

5. Também falou a Virgem a S. Brígida da segurança que há em obedecer ao diretor espiritual, e disse-lhe que a obediência, a quantos a praticam, leva-os ao paraíso.

Donde, dizia S. Filipe Néri, que Deus não pede conta do que fizemos por obediência, porque tornou essa virtude uma obrigação para nós. “O que vos ouve, a mim ouve; o que vos despreza, a mim despreza” (Lc 10, 16). A S. Brígida disse também a Mãe de Deus que, pelo merecimento de sua obediência, havia ela obtido do Senhor a graça de alcançar o perdão a todos os pecadores, que arrependidos a ela recorressem.

Ó amável Rainha e Mãe, rogai a Jesus que nos conceda, pelos méritos de vossa obediência, a graça de seguir fielmente as ordens de Deus e as disposições de nossos diretores espirituais.(e Papa) Amém.

LIGÓRIO, Afonso Maria de. Glórias de Maria: com indicações de leituras e orações para dois meses marianos. Aparecida, SP: Editora Santuário, 1989, p. 433-436.

Fonte: Mulher Católica
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E alguns se recusam a obedecer o Vigário de Cristo.  O que este entre parênteses foi adicionado por mim.
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01 maio 2011

Se quereis graças, ide à São José!



"Tomei por advogado e senhor o glorioso S. José e encomendei-me muito a ele. Vi claramente que tanto desta necessidade, como de outras maiores de honra e perda de alma, este Pai e Senhor meu me tirou com maior bem do que eu lhe sabia pedir. Não me recordo até agora de lhe ter suplicado coisa que tenha deixado de fazer. É coisa de espantar as grandes mercês que Deus me têm feito por meio deste bem aventurado santo e dos perigos de que me tem livrado tanto no corpo como na alma. A outros santos parece ter dado o Senhor graça para socorrerem uma necessidade; deste glorioso Santo tenho experiência que socorre todas. O Senhor nos quer dar a entender que assim como lhe foi sujeito na terra - pois como tinha nome de pai, embora sendo aio, O podia mandar - assim no céu faz quanto lhe pede...

Quisera eu persuadir a todos a serem devotos deste glorioso santo, pela grande experiência que tenho dos bens que alcança de Deus. Não tenho conhecido pessoa que deveras lhe seja devota e lhe presta particulares obséquios, que a não veja mais aproveitada na virtude; porque ajuda de grande modo às almas que a Ele se encomendam.

Parece-me que há alguns anos que, cada ano, no seu dia, lhe peço uma coisa e sempre a vejo realizada; se a petição vai algo torcida ele a endireita para maior bem meu...só peço, por amor de Deus, que faça a prova quem não acreditar e verá por experiência o grande bem que é o encomendar-se a este glorioso Patriarca e ter-lhe devoção...

É que não sei como se pode pensar na Rainha dos Anjos - no tempo em que tanto passou com o menino Jesus - sem que se dê graças a S. José pelo muito que então os ajudou. Quem não encontrar mestre que lhe ensine oração, tome a este glorioso Santo por mestre e não errará caminho."

(Santa Teresa de Ávila, "Livro da Vida", Capítulo VI, 6-8)

Clique em São José nas categorias e encontrará várias atividades para as crianças!

São José
Ora pro nobis! 

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21 janeiro 2011

Livros católicos para crianças


Aqui estão alguns livros para as crianças.

-Milagres da Hóstia Santa
-Nossa Senhora de Fátima
-O Pai Nosso das Crianças
-São Bento em Quadras e Quadrinhos
-Tesouro de Exemplos

Clique AQUI para ver a página do livro, ler a resenha e fazer o download.

Lembre-se que nunca é cedo para estimular a leitura. Se o seu filho ainda não sabe ler, sente-se diariamente com ele e leia para ele mostrando as figuras.
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18 janeiro 2011

As heresias dos "ultra-tradicionalistas"



FRATERNIDADE SÃO PIO X E SANTA SÉ - UM LIVRO ATACA O PAPA

Como é sabido, há meses estão em curso conversações entre a Santa Sé e a Fraternidade Sacerdotal São Pio X, fundada por Dom Marcel Lefebvre (1905-1991), com o escopo de explorar as condições teológicas e canônicas de uma reconciliação, depois da remissão por parte de Bento XVI das excomunhões dos quatro bispos sagrados sem autorização de Roma em 1988, um gesto - como o Papa explicou muitas vezes - que inicia e não encerra o diálogo, uma vez que os problemas doutrinais permanecem sem resolução.

Afirma-se frequentemente que o sucesso destas conversações é prejudicado pelas ações inconvenientes de católicos que, por diferentes razões, não veem favoravelmente o reingresso da Fraternidade Sacerdotal São Pio X na plena comunhão com Roma. É possível que nestas suspeitas haja também alguma coisa de verdade.

Devemos nos perguntar, porém, se algumas vezes não seja a própria Fraternidade São Pio X a colocar em risco o bom êxito do diálogo. Nas últimas semanas vieram deste lado críticas duríssimas a Bento XVI e a sua proposta de ler o Concílio Vaticano II segundo uma "hermenêutica da reforma na continuidade" em relação ao Magistério precedente da Igreja.

Não me refiro tanto às reações ao anúncio de um novo encontro inter-religioso em Assis, por muitos motivos previsíveis, mas à imagem evocada na homilia do superior da Fraternidade, Dom Bernard Fellay, em 9 de janeiro de 2011 em Paris, de "demônios no voo para Assis", seguida da pergunta retórica, "é esta a continuidade?", não é exatamente um exemplo de linguagem moderada.

Parece mais grave a publicação, no final de 2010, de um livro de um outro bispo de quem foi retirada a excomunhão, Dom Bernard Tissier de Mallerais, com o título "L'étrange Théologie de Benoît XVI. Herméneutique de continuité ou rupture?" ("A estranha teologia de Bento XVI. Hermenêutica de continuidade ou ruptura?", Le Sel de la Terre, Avrillé 2010), obra que se apresenta como uma crítica completa do Magistério do Papa e, em particular, da sua hermenêutica do Vaticano II.

Uma nota dos editores (p. 7) abre dando já o tom da obra: "A teologia de Bento XVI se distancia de modo impressionante da teologia católica. É a causa principal da crise atual na Igreja".

O volume pretende reconstruir o pensamento do teólogo Joseph Ratzinger e de Bento XVI - entre os dois, insiste o autor, há de fato continuidade e não ruptura - como fundado sobre uma filosofia personalista e sobre a pretensão de importar para a teologia a filosofia moderna, em particular a de língua alemã, do kantismo à noção heideggeriana do ser, tão diversa da noção clássica, passando pela fenomenologia. Assim fazendo, segundo Dom Tissier de Mallerais, Ratzinger/Bento XVI se ilude pretendendo cristianizar a filosofia moderna como a Idade Média havia cristianizado o pensamento grego. Mas, à diferença deste último, a filosofia moderna segundo o autor é intrinsecamente anticristã, e dela não pode nascer nada de bom.

Se o caminho tomado é este, insiste o volume, não se propõe uma versão cristã da filosofia moderna, mas se reduzem as noções fundamentais da fé cristã a uma sua versão diluída e despotencializada sobre a base desta mesma filosofia. O resultado final tem pouco em comum com a autêntica fé cristã e chega nada menos a "uma negação pior que a de [Martinho] Lutero" [1483-1546] (p. 73) da doutrina católica. De fato, um confronto entre Ratzinger/Bento XVI e Lutero conduz à pergunta: "qual dos dois é cristão?" (p. 75), e a resposta sugerida é que o pai do protestantismo salva ao menos uma noção da Redenção cristã, enquanto com o atual Pontífice, interpretando de modo redutivo a Redenção sobre a base do subjetivismo e do personalismo da filosofia moderna, arrisca-se a mover-se para fora do cristianismo.

Problema por problema, os juízos são todos igualmente radicais. Até quando nos textos do Papa é conservada a linguagem cristã, o significado seria sempre deformado pelo personalismo e pelo subjetivismo, os quais conduzem a um humanitarismo cuja assonância e derivações maçônicas o autor denuncia. Lê-se assim: "O direito conciliar à liberdade religiosa é uma falta de fé. Sustentando este direito, Bento XVI carece de fé" (p. 96). "Eis [...] um Papa que se desinteressa pela realidade da Encarnação, que pratica a 'epoché' (suspensão do juízo, ndt) sobre a materialidade de Redenção e que nega a realeza a Nosso Senhor Jesus Cristo" (p. 97). "Bento XVI, na sua encíclica 'Spe salvi' [...] não compreende mais a bela definição que São Paulo dá da fé" (pp. 100-101).

Os modernistas já haviam se servido da filosofia moderna. Mas, a partir do momento em que esta última, em relação à época da crise modernista, continuou o seu curso tornando-se ainda mais radicalmente distante do cristianismo, o do Papa seria "um super modernismo cético. Para concluir, diria que estamos diante hoje de um modernismo renovado, aperfeiçoado" (p. 103).

A hermenêutica da reforma na continuidade de Bento XVI relativa ao Vaticano II torna-se, segundo o autor, uma tentativa de mascarar os textos fundamentais do Concílio, sobre alguns dos quais o teólogo Ratzinger teve uma influência direta, da filosofia moderna. Como tal, a hermenêutica proposta por Bento XVI não é um programa, mas um "anti-programa", que nega toda a tradição católica. E "os advogados deste anti-programa des-encarnam, des-crucificam e des-coroam Jesus Cristo com mais entusiasmo que [Immanuel] Kant [1724-1804] e [Alfred] Loisy [1857-1940]" (p. 104). Em suma, "a falta de fé de que padece Bento XVI se explica [...] com a sua hermenêutica" (p. 106).

A este processo, segundo Dom Tissier de Mallerais, deve-se sobretudo a noção de Redenção, que uma teologia encastelada na filosofia moderna, com o seu otimismo personalista, não é mais capaz de conceber na sua referência constitutiva as exigências da justiça divina provocada pelo pecado dos homens, podendo somente reduzir à manifestação da misericórdia, na qual, Cristo vem confirmar e celebrar uma grandeza e uma dignidade da pessoa humana fundadas sobre premissas filosóficas modernas bastante estranhas ao cristianismo.

Em relação ao teólogo Ratzinger, "finalmente, Bento XVI não demonstra nenhum arrependimento, continua a não aceitar o mistério da Redenção" (p. 110). Nem o "Catecismo da Igreja Católica" de 1992 poderia ser um ponto de encontro, no qual ao contrário se exprime a teologia do então Cardeal Ratzinger, pois que "a justiça divina e as suas exigências foram extirpadas do 'Catecismo'" (p. 167).

O texto, um autêntico "tour de force", declara desde o início a natureza de "panfleto" (p. 11) e a pertença ao "gênero polêmico" (ibid.). Como todos os "panfletos" é construído com o método de citações seletivas. Estas mostram certamente que o Magistério católico recente, do Concílio a Bento XVI, desejou fazer um exame das questões e solicitações colocadas pela cultura e pela filosofia modernas. Mas disto não decorre, de fato, que o Magistério tenha tomado emprestadas das filosofias contemporâneas distantes dos cristianismo também as respostas, nem que o texto, não obstante seu notável vigor polêmico, seja convincente.

Enfim, o livro é interessante não tanto pelo que afirma de Bento XVI , mas pelo que revela sobre a mentalidade de quem o escreveu e de quem o difunde. De fato, quanto ao tema das relações entre a Fraternidade Sacerdotal São Pio X e a Santa Sé, talvez o livro ajude a compreender que o problema não diz respeito somente à liturgia, ou somente a algum extremista presente na Fraternidade. Seus expoentes de primeiríssimo plano proclamam, por escrito, uma rejeição total de Bento XVI e de seu Magistério. O caminho do diálogo, que ademais continua, parece cheio de dificuldades.

Fonte: OBLATVS

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01 janeiro 2011

Santa Maria, mãe de Deus.


Marcas de uma devoção autêntica à Maria: é interior; confidente; Santa; constante e desinteressada.
1) Interior: ..vêm de dentro do coração e mente;
2) Confidente: ...a mesma confiança que uma criança se tem pela mãe;
3)Santa: ...imitar sua virtudes: profunda humildade, fé viva, Obediência Cega, rezar sem cessar, constante abnegaçãõ, insuperável pureza, amor ardente, paciência heróica, bondade angelical e sabedoria celeste.
4) Constante: ...não cessa;
5) Desinteressada:  ...aquele que serve à Nossa Senhora não o faz por motivos egoístas...

***

Boneca de papel para colorir, recortar, montar e brincar:

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10 dezembro 2010

São José - Exemplo de Obediência



A disposição fundamental da alma de São José era total confidência  e abandono à Deus, fonte de sua fé.
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26 novembro 2010

A visão de Santa Teresa de Jesus (Avila) do Inferno


Havia muito tempo que o Senhor me fazia muitas graças já referidas e outras ainda maiores, quando um dia, estando em oração, achei-me subitamente, ao que me parecia, metida corpo e alma no inferno. Entendi que o Senhor queria fazer-me ver o lugar que os demônios aí me haviam preparado, e eu merecera por meus pecados. Durou brevíssimo tempo. Contudo ainda que vivesse muitos anos, acho impossível esquecê-lo.
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23 novembro 2010

Os desejos



Todos sabem que não se deve desejar nada de mal, porque o desejo de uma coisa ilícita torna o coração mau. Mas eu acrescento que não se deve desejar nada que é perigoso para a alma, como bailes, jogos e outros divertimentos, honras e cargos importantes, visões e êxtases; tudo isso traz muita vaidade consigo e é sujeito a muitos perigos e ilusões.
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10 agosto 2010

Um concílio a ser redescoberto (II)


Vamos redescobrir o verdadeiro CVII
...Ainda que o problema não seja o concílio e seus documentos....muitos enxergam o problema - e o Cardeal Ratzinger está entre eles - ...que é as diversas falsas interpretações desses documentos e que tem levado à inúmeros abusos...

Contudo o Cardeal repete claramente que: "Vaticano II é uma promulgação oficial, com documentos autênticos e não pode ser responsabilizado por este efeito no qual, ao contrário, radicalmente contradiz ambos, o sentido exato dos textos e a mentalidade dos Padres do concílio"....Eu estou convencido que o estrago que se tem incorrido nestes 20 anos não é devido ao concílio, mas ao desencadeamente dentro da Igreja de uma polêmica latente e uma força centrífuga; e fora da Igreja devido a confrontação com a revolução cultural no Ocidente: o sucesso da classe média alta, a nova "terceira burguesia" com esta ideologia radical-liberal do individualismo, racionalismo e hedonismo...
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09 agosto 2010

Um concílio a ser redescoberto (I)



Dois opostos errados
Hoje, ninguém que seja ou deseja permanecer católico, alimenta dúvidas (e nem pode alimentar) que os documentos do CVII são importantes....até agora, não só há declarações em que o cardeal Ratzinger defende o CVII com resoluções altamente claras mas ele repetidamente, em todas as oportunidades, os tem confirmado...
  
...Reli um artigo* escrito por ele em 1975 e ele reafirmou o que disse à 10 anos atrás: ...Hoje, o concílio ecumênico Vaticano II, se encontra como um crepúsculo. Por algum tempo tem sido estimado pelos que se chamam - asa-progressista - como completamente sobrepujado e consequentemente a tradição uma coisa do passado, não mais relevante ao presente. Pelo lado oposto, ao que se chamam - asa-conservadora -   de modo inverso, é visto como a causa da presente decadência da Igreja  e até julgado como uma apostasia em relação ao concílio Vaticano I e de Trento. Consequentemente exigências tem sido feitas por uma retratação ou revisão que seria equivalente à uma retratação.
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05 agosto 2010

O que saiu de errado com o Concílio Ecumênico Vaticano II ?




Comparando a Igreja antes e depois do CVII não há como não se perguntar o que saiu de errado. Não podemos fingir que nada mudou. E hoje todos os problemas da Igreja vem com a faixa Concílio Ecumênico Vaticano II e isto com certeza foi providencial.

A Autoridade do CVII   
Desde o encerramento do concílio, milhões de páginas tem sido escritas para discuti-lo. Alguns dizem que o CVII contradiz os concílios antigos e os ensinamentos anteriores do Magistério e por isso é inválido. A esses o que dizemos é que qualquer problema que os documentos do CVII possam apresentar, contradição em relação aos outros concilios nao há. Pois é o Papa quem convoca um concílio ECUMÊNICO, é ele que monitora os trabalhos dos bispos e promulga os documentos. Quando ele faz isso, ou seja, promulga, esses documentos são o depósito da nossa Fé.
O que faz o CVII válido é o mesmo que fez o CVI, o de Trento e os outros. Para aceitar um é preciso aceitar todos, para rejeitar um é preciso rejeitar todos. Católicos não podem escolher concílios ECUMÊNICOS que aceitam ou rejeitam. A Igreja é autoritativa. Cabe à ela ensinar de acordo com a Tradição da mesma. 

Entre aqueles que aceitam a autoridade do CVII, alguns tem usado os documentos para justificar uma péssima prática da Fé católica, o que um concílio ECUMÊNICO nunca poderia aspirar. Para esses também, dizemos que, para aceitar um concílio deve-se aceitar todos, ou seja os ensinamentos da Igreja não podem ser alterados.

Católicos não podem rejeitar um Concílio Ecumênico
Após um concílio ECUMÊNICO ser debatido, discutido, votado e promulgado pelo Papa não é uma vitória de um lado ou de outro. Os documentos se tornam parte do Magistério da Igreja, produto do ensinamento da Igreja. A igreja como Santa Madre ensina, pois de acordo com a nossa fé, é guiada pelo Espírito Santo. E todos os católicos, para permanecerem unidos a Santa Igreja, devem aceitar os ensinamentos de um concílio Ecumênico. -Código de direito canônico 1322-1323 de 1917, CVI - Pastor Aeternus e Dei Filius-

Por isso rejeitar um concílio ecumênico não é opção católica. O que garante a verdade de um concílio garante a de todos os outros. 

Da mesma maneira, os teólogos que defendem o "espírito do CVII" devem aceitar os ensinamentos do Papa, juntamente com a Tradição da Igreja. - Código de Direito Canônico 336-337-749-750-752-754 de 1983, CVII - Lumen Gentium, 22-25-

Nem mesmo os Bispos possuem autoridade para ensinar sem concordância com o Papa, agora imagine então os teólogos modernos. (aqui adiciono "professores e institutos" que estão espalhados pela internet)
Aqui vemos a contradição dos liberais, eles usam o CVII para justificar seu atos mas  não aceitam a autoridade Papal em corrigir esses erros. Ironicamente não escutar o Papa é rejeitar os documentos do CVII também, o concílio que eles justamente usam para  distorcer a doutrina  Católica.

O Vaticano manda o sinal de advertência
Finalmente em 1985, o Cardeal Ratzinger, então Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, fala francamente dos problemas pós-concílio (termo que ele recrimina no livro devido a idéia de ruptura) em uma entrevista-livro -The Ratzinger Report - (que será colocado em breve aqui no blog). E o Papa João Paulo II convoca o Segundo Sínodo Extraordinário no mesmo ano.

Os dois eventos falam abertamente sobre o falso "espírito do CVII". Do Sínodo saiu o Ad Tuendam Fidem.

Como consertar o que saiu de errado?     
Já que o catolicismo é algo que recebemos e não inventamos, AUTORIDADE é essencial para isso.
Quem  recebeu a missão divina de ensinar, interpretar e preservar a nossa fé? A quem devemos recorrer? Quem é a suprema autoridade que Cristo nos deixou?  O Papa e os Bispos em união com ele. 

A escolha não é entre argumentos ou documentos. A escolha é entre AUTORIDADES. Este é o problema. Se Cristo disse: " Eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Eu te darei as chaves do Reino dos céus..." (Mt 16,18-19) A escolha ficou fácil.....

Portanto o católico deve aceitar o ensinamento solene e repetido do Magistério da Igreja ou de teólogos, websites e "professores"? Se alguém te disser para esquecer o Sermão da Montanha (tão esquecido hoje em dia) que ainda sim você pode ser um bom cristão você o escutaria?

Portanto não aceitar o CVII, não reconhecer a autoridade do Papa, do Magistério da Igreja, rejeitar os documentos emitidos pela Igreja que foi divinamente estabelecida para que o depósito da fé pudesse ser transmitido de geração para geração e achar que ainda sim pode estar em comunhão com a Igreja, é algo muito sério.

Existe uma coisa que é muito fácil de fazermos - pecarmos - muitos católicos se dizem em união com o Papa mas simplesmente rejeitam os seus ensinamentos. Na verdade estes católicos são rivais do Magistério pois  há uma única justificativa para não reconhecer a autoridade da Igreja e para justificar a falta de obediência. A resposta é - falta de humildade - portanto esses são rivais de Cristo.

Argumento não é o remédio    
Pois a crise não é sobre documentos é sobre Obediência. E somente quem é humilde pode obedecer.
O CVII tornou-se uma batalha entre modernistas e tradicionalistas. Esses dois grupos escrevem o que querem distorcendo a Doutrina Católica e quantos de vocês vão procurar a verdade? Ou seja, o que a Igreja realmente ensina. Somos acomodados e preferimos acreditar no que os "professores" dizem.

Mas como fiéis católicos temos uma opção verdadeira e segura. A quem Cristo deu autoridade? 
..."Senhor a quem íriamos nós?....Não vos escolhi eu todos os doze? ..."(João 6, 68-70)

A verdade é que a Igreja não é meramente uma organização humana. Ela é um mistério divinamente instituído e guiada pelo Espírito Santo.

Seria o CVII um sinal do final dos tempos? Pois há uma verdadeira guerra dentro da Igreja. De um lado teólogos negando a autoridade papal e dizendo que os fiéis devem obedecer somente ao CVII. Como pode o concílio estar certo e os documentos pós-concílio errados?

De outro lado católicos que se dizem fiéis a Igreja acham o CVII uma aberração. Se a Igreja não foi protegida de erro no CVII por que haveríamos de acreditar que a Igreja foi protegida nos concílios anteriores? Lembrem-se estamos falando de concílios Ecumênicos, alguns para justificarem o erro insistem em dizer que o CVII é meramente pastoral .
Portanto respondendo a pergunta o que saiu de errado com CVII. A resposta é falta de obediência. Como consertar? Assumindo humildemente que a Igreja é que possui o poder de ensinar e interpretar e segui-lá.
Fátima pediu orações e penitências. Quantos dos que atacam o CVII ou dos que se escondem atrás do mesmo concílio para ensinar heresias faz o que Nossa Senhora pediu?

Fonte: trechos do livro - What went wrong with Vatican II de Ralph M. Mclnerny.
*Os capítulos que descrevem sobre a rebelião gerada entre muitos, após a promulgação da encíclica Humane Vitae, foi retido para ser colocada no futuro.
**O que se encontra entre parênteses foi adicionado por mim.

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Agnus Dei, qui tollis peccata mundi, miserere nobis, Domine.

Nossa Senhora da Humildade, ora pro nobis.

São José exemplo de obediência e confiança, ora pro nobis.

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Código de Direito Canônico de 1983 comparado com o de 1917
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